Depois deste par de calças de ganga não me restam mais nenhumas cuidadosamente passadas. Já ando com camisolas tal qual saem da máquina! Oh pois, a Maria com roupas impecáveis passou à história. Se isto fosse no meu cantinho português, que horror... aqui, ninguém liga... Ainda guardo 2 pares de calças (mais formais) bem engomadas... não vá eu precisar delas para algum momento mais "in".
Mas isto tudo para te contar duas coisas:
1) como e onde se lava a roupa
2) conheci mais uma vizinha
Vamos então ao primeiro ponto.
Aqui, a roupa não se lava em casa. Aquelas lavandarias públicas que, às vezes, se vêm nos filmes existem mesmo. No bairro onde tenho o meu palácio existem duas "casinhas" onde há uma máquina de lavar e de secar. Esta última é fantástica porque a roupa já sai sequinha, pronta a usar e pouco engelhada se se tiver o cuidado de a sacudir bem e pôr pouca de cada vez. E por menos de 1 euro tenho roupa limpinha e a cheirar bem.
E o que é que isto interessa perguntas-me tu?
Vamos, então, ao segundo ponto.
Estes espaços são "pontos de encontro"! Ontem, quando ia calmamente usufruir destas magníficas invenções conheci a minha vizinha XXXL (com um aspecto étnico bem acentuado e que gosta de música bem alto). Bom, estou a exagerar deve ser só XXL. Impõe respeito pela volumetria. E não é que a minha vizinha XXL é bem simpática!!!! Já tinhamos trocado uns quantos "olás" mas nunca mais do que isso. Contou-me que ia começar agora a universidade e que andava nervosa/ansiosa. Tinha trabalhado dois anos com crianças numa reserva e tinha aprendido muito com elas. De tal modo gostou do trabalho, que decidiu seguir a universidade na área de terapia da fala. Tinha-se mudado para ali há pouco tempo e estava a viver com um amigo que dá pela graça de "Jesus" (leia-se o nome em espanhol).
Ora toma lá, Maria! Trabalho com crianças/terapeuta da fala/nervosismo. Quem diria... A conversa lá prosseguiu comigo a dizer-lhe o que fazia e onde trabalhava (assim muito muito muito muito por alto) ao que ela olhou para mim com um ar, como se eu (Maria de mente entorpecida) fosse algum cérebro...
Pontos de encontro de vida mundana.
Sê FELIZ!
P.S.: Até vir para aqui só havia UM Amigo que me tratava e trata por Maria. Eu gostava muito desta exclusividade, não propositada, de nomenclatura. Agora, como o outro nome era complicado demais de se pronunciar passei a ser a Maria para todos... soa estranho...
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