... "só aqueles animais e aves permitidas que foram abatidos correctamente podem ser consumidos (...) O talhante dever ser uma pessoa moralmente íntegra, e a sua faca deve ser extremamente afiada e livre da mais pequena falha de modo a evitar provocar dor no animal. O animal é degolado com um único e contínuo movimento, e o sangue é imediatamente esvaziado. Um animal que tenha alguns defeitos ou doenças, mesmo que seja morto de modo próprio é considerado como terefah e então o talhante poderá consultar um rabino. Nem todas as partes dos animais que passaram por todos estes testes podem ser consumidos. (...)
Antes da carne poder ser comida o sangue remanescente é retirado através da salga. Passar sobre uma chama simples é um método alternativo, aceitável no caso do fígado."
[...]
O vinho representa um papel especial no ritual. Cada participante deve beber pelo menos 4 copos...
O primeiro dos 4 copos de vinho é para o Kiddush da festa, que abre os festejos. Aqueles que estão presentes então lavam as mãos (uma jarra e uma bacia passam à volta da mesa para este propósito).
Depois o líder, normalmente o chefe da casa, mergulha um ramo de salsa ou outra verdura em água e sal e passa-a aos outros.
Tira a matsah [pão não fermentado] do meio entre as três, parte-a em metade e deixa uma de parte. Isto é o afikoman, o simbolismo de que agora estão cobertos de escuridão.
(...)
A representação, propriamente dita, começa então em resposta a quatro questões usualmente colocadas pela criança mais nova:
1. Porque é que esta noite é diferente de todas as outras noites?
2. Em todas as outras noites nós comemos quer pão fermentado quer sem fermento: porque é que esta noite nós só comemos pão sem fermento?
3. Em todas as outras noites nós comemos todos os tipos de ervas: porque é que esta noite nós só comemos ervas amargas?
4. Em todas as outras noites nós comemos ou sentados ou reclinados: porque é que esta noite todos nós nos reclinamos?
A resposta começa:
Nós somos os escravos do Faraó no Egipto. O Senhor nosso Deus tirou-nos de lá através do poder e da força. E se o Santíssimo, abençoado seja Ele, não trouxesse os nossos antepassados do Egipto, então nós, os nossos filhos e os nossos netos continuaríamos escravizados aos Faraós, no Egipto. Deste modo, por mais elucidados ou inteligentes ou velhos que sejamos, por mais conhecedores da Tora, temos de obedecer ao mandamento de falar sobre o êxodo do Egipto. Quanto mais falamos sobre ele, mais glorificado se torna.
O primeiro dos 4 copos de vinho é para o Kiddush da festa, que abre os festejos. Aqueles que estão presentes então lavam as mãos (uma jarra e uma bacia passam à volta da mesa para este propósito).
Depois o líder, normalmente o chefe da casa, mergulha um ramo de salsa ou outra verdura em água e sal e passa-a aos outros.
Tira a matsah [pão não fermentado] do meio entre as três, parte-a em metade e deixa uma de parte. Isto é o afikoman, o simbolismo de que agora estão cobertos de escuridão.
(...)
A representação, propriamente dita, começa então em resposta a quatro questões usualmente colocadas pela criança mais nova:
1. Porque é que esta noite é diferente de todas as outras noites?
2. Em todas as outras noites nós comemos quer pão fermentado quer sem fermento: porque é que esta noite nós só comemos pão sem fermento?
3. Em todas as outras noites nós comemos todos os tipos de ervas: porque é que esta noite nós só comemos ervas amargas?
4. Em todas as outras noites nós comemos ou sentados ou reclinados: porque é que esta noite todos nós nos reclinamos?
A resposta começa:
Nós somos os escravos do Faraó no Egipto. O Senhor nosso Deus tirou-nos de lá através do poder e da força. E se o Santíssimo, abençoado seja Ele, não trouxesse os nossos antepassados do Egipto, então nós, os nossos filhos e os nossos netos continuaríamos escravizados aos Faraós, no Egipto. Deste modo, por mais elucidados ou inteligentes ou velhos que sejamos, por mais conhecedores da Tora, temos de obedecer ao mandamento de falar sobre o êxodo do Egipto. Quanto mais falamos sobre ele, mais glorificado se torna.
Aqui segue uma longa série de comentário sobre o Êxodo no registo bíblico. (...) Os três símbolos principais - o cordeiro assado, pão sem fermento e ervas amargas - são explicados e depois recitam o hino, consistindo nos Salmos 113 e 118, seguindo-se nesta ocasião pelo Hino de Acção de Graças, Salmo 136.
Há uma série de orações antes da refeição, no vinho (segundo copo), lavagem das mãos, matsah, e maror. (...)
Depois, a acção de graças é cantada no final da refeição, seguindo-se a bebida do terceiro copo de vinho.
Depois do final do Hino há algumas orações, e depois o quarto copo de vinho é bebido, no ponto em que os trabalhos estão tecnicamente finalizados e o hino de conclusão seguinte é cantado:
Depois, a acção de graças é cantada no final da refeição, seguindo-se a bebida do terceiro copo de vinho.
Depois do final do Hino há algumas orações, e depois o quarto copo de vinho é bebido, no ponto em que os trabalhos estão tecnicamente finalizados e o hino de conclusão seguinte é cantado:
O ritual da Páscoa está concluído
De acordo com o costume e as regras.
Assim como fomos dignos de o celebrar
Então que sejamos dignos de o celebrar novamente.
Ó bem-aventurado, habitando em Tua casa,
Ergue a inúmera congregação.
Aceita e conduz os jovens da tua estirpe -
Salvos com cânticos de júbilo - para Sião.
NO PRÓXIMO ANO EM JERUSALÉM!
Introdução ao Judaísmo, Nicholas de Lange
Ao que pergunto: o que é que fazem à taça de VINHO extra que é colocada na mesa para o profeta Elias??!!!
2 comentários:
Boa tarde,
não sei bem como cheguei a este espaço mas tenho-o acompanhado nos últimos meses e hoje permiti-me a fazer menção do seu blog no meu.
A forma como expõe as situações e vivências ajudam, sem duvida, a refletir um pouco mais diaramente.
Vou-me permitir a continuar vir aqui e aproveitar estas boas partilhas.
(Gostei particularmente da semana dedica a S.Lucas)
Obrigado, pelo conteudo!
Catarina
Olá Catarina!
Sê muito bem vinda! Muito Obrigada pelo comentário!
Sinceramente, é muito bom saber que o blogue "serve" para alguma coisa. E sobretudo, que não é só meu. Porque se "isto" fosse só meu e só para mim não tinha graça nenhuma. Nem valia a pena existir.
Ainda faltam mais uns posts para "acabar" as narrações das refeições de Jesus em Lucas. Já só lá para o final da semana...
A porta está sempre, sempre aberta.
Mais uma vez Muito Obrigado!!!
Maria
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