27 de julho de 2008

A A Aliança... as "3:59" da tarde (III). Da primeira experiência às origens...nas raízes bíblicas...o corpo...

O homem pode estar fisicamente vivo, mas morto quando esta relação se quebra. Não está relacionado com o deixar de bater do coração. Entendes?


Acenaste com a cabeça que sim. Que tinhas entendido.


Bom... se o homem é entendido como um todo unitário, o homem não é pés e mãos e boca e ossos e carne e alma, mas é,

na sua totalidade, pés
na sua totalidade, mãos
na sua totalidade, boca
na sua totalidade, ossos
na sua totalidade, carne
na sua totalidade, alma.

Ou seja,

os pés não são uma parte, são a sua totalidade!
as mãos não são uma parte, são a sua totalidade!
a boca não é uma parte, é a sua totalidade!
os ossos não são uma parte, são a sua totalidade!
a carne mão é uma parte, é a sua totalidade!
a alma não é uma parte, é a sua totalidade!



Enquanto te ia dizendo isto, olhei para o teu ar de confuso, e perguntei-te "Queres que te explique ainda de outra forma?". Pediste-me para o fazer.

Então vamos lá, outra vez... segundo o pensamento hebraico:

não são os meus pés que andam, os meus pés sou eu todo no acto de andar!
não é a minha boca que fala, a minha boca sou eu todo no acto de falar!
não é o meu coração que pensa, o meu coração sou eu todo no acto de pensar!


Parece-te um bocadinho esquisito e bem diferente da mentalidade grega, não é?!

Pois...


Toda este pensamento e esta forma de sentir e de viver serve para salientar a unidade do homem, na medida em que cada uma das partes do corpo não é simplesmente uma parte do todo, que se define por delimitação e especialização das funções em relação às outras partes, mas é uma parte que é o todo!


E fez-se silêncio durante um bom bocado... parecia-me que estavas tentar "digerir"... até que me pediste...

Dá-me um exemplo.

...

1 comentário:

Tonito disse...

Estava a ler o post e fui-me lembrando de uma passagem bíblica que diz algo dentro deste género:

Se tiveres um perna que não te permite andar... CORTA-A.
Não olhe a mão esquerda para o que faz a direita... se esta o fizer para te vagloriares... então CORTA-A.

(SINTO QUE ESTOU A INVENTAR UM BOCADO MAS... A IDEIA JULGO QUE ESTÁ LÁ)

E lembrei-me disto porque... sendo o corpo um TODO, se existe algo que apenas serve para separar... então corta-se, pois só é importante aquilo que servir para manter a unidade.
Isto faz-me lembrar o acto de caminhar... a vida está cheia de desafios, de escolhas, opções, umas boas, outras menos boas, umas enriquecem, outras nem por isso... o certo é que no final da viagem, a única coisa que levaremos na viagem é AMOR, tudo o resto fica para trás. Daí estarmos constantemente a sermos convidados a construir-mo-nos AMOR, pois tudo o resto é uma perca de tempo.




Este último parágrafo fez-me lembrar a maneir como olho para as COMUNIDADES... não são um conjunto de pessoas mas... uma FAMÍLIA. Não são várias partes mas... um todo. Se há alguém que não está presente, então não dizemos que falta alguém... mas antes que há um TODO incompleto.

Muito giro aquilo que me levaste a meditar.