O erro nem sempre desdiz o amor. O chorar amargamente confirma-o. O olhar trocado, momentos antes, carregado de vida. De encontros e desencontros, de belas pescarias no mar e de peixes assados em terra, de pão oferecido, de pegadas deixadas lado a lado na terra arenosa. Húmus da vida, vida confiada mas não entregue até ao choro amargo. Haverá mais peixes a ser comidos, caminhos a ser percorridos e mares a ser navegados. Haverá declarações de amor. Haverá vida novamente encantada, confiada e finalmente entregue. Haverá paz nascida e frutificada, depois do choro amargo.
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