19 de junho de 2017

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A relação com Deus não é uma relação central mas uma relação de fronteira, de limites. Do limiar entre o conhecido e o desconhecido. Não uma relação que se dá no conhecido, mas no desconforto, na ausência do sabor, na quase-ausência do som, do tato. Na fronteira já nem se espera. Na fronteira perde-se o discernimento da visão, somam-se discussões, desacredita-se dos que retornaram. Em crise afloram os desejos da relação central. Os palpáveis, que se hão-de diluir até à ausência, ao nada.

Abandono?
Qual abandono?, se Deus nem existe.

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