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14 de março de 2017
10/100
Os tons do caldo criacional, os mais vibrantes e os que transportam os "espírito" maus. Leia-se os vírus, bactérias e outros primos de primeiro grau e mais afastados. Chegaram há uma semana e fizeram um acampamento festivo, com direito a toque de banda filarmónica pelas ruas da aldeia durante a manhã, acompanhamento compassado na procissão à tarde e um belo arraial ao luar. Foi uma alegria sem fim! Parece que, finalmente, levantaram o acampamento. A mim não me deixaram saudades, mas o tal caldo criacional saiu encantado com o combate.
7 de março de 2017
9/100
A beleza é leve. Por que é a beleza leve? É o encantamento que torna leve a beleza. Como escrever sem cair em formas comuns? A paixão terá o seu lado dramático, cinza, de mares embravecidos ao lado da calmaria de lagos dominados. O encantamento move, o desejo move, o prazer move com um ritmo, uma melodia, um compasso diferente da pulsional paixão. A curiosidade do encantamento que aquece, que dá luz e vista, que pacifica com voz segura os ventos que trazem vozes diabólicas e agitam as águas. O azul dos quadros de Cargaleiro, que apesar de dominante, não pesa e afunda mas sobreleva os tons do caldo criacional.
6 de março de 2017
8/100
O que as move? O encantamento move. En-canta-mento. Como um sopro que veio do tempo, que chegou novamente ao meu regaço, em folhas a amarelecer. A doçura do sopro, do canto dos lábios que embalam, do espaço e do tempo que se amarrotam e se desfazem no hoje. A alegria de reler palavras fundas, que o caruncho não estraga e onde o bolor não entra. A surpresa dos caminhos não traçados, o abraço inesperado das palavras de Chardin.
***
No te inquietes por las dificultades de la vida,
por sus altibajos, por sus decepciones,
por su porvenir más o menos sombrío.
Quiere lo que Dios quiere.
Ofrécele en medio de inquietudes y dificultades
el sacrificio de tu alma sencilla que, pese a todo,
acepta los designios de su providencia.
Poco importa que te consideres un frustrado
si Dios te considera plenamente realizado; a su gusto.
Piérdete confiado ciegamente en ese Dios que te quiere para sí
y que llegará hasta ti, aunque jamás le veas.
Piensa que estás en sus manos, tanto más fuertemente cogido,
cuanto más decaído y triste te encuentres.
Vive feliz. Te lo suplico. Vive en paz. Que nada te altere.
Que nada sea capaz de quitarte tu paz.
Ni la fatiga psíquica. Ni tus fallos morales.
Haz que brote, y conserva siempre sobre tu rostro
una dulce sonrisa, reflejo de la que el Señor continuamente te dirige.
Y en el fondo de tu alma coloca, antes que nada,
como fuente de energía y criterio de verdad,
todo aquello que te llene de la paz de Dios.
Recuerda: cuanto te reprima e inquiete es falso.
Te lo aseguro en nombre de las leyes de la vida
y de las promesas de Dios.
Por eso, cuando te sientas apesadumbrado, triste, adora y confía...
Teillard de Chardin
***
No te inquietes por las dificultades de la vida,
por sus altibajos, por sus decepciones,
por su porvenir más o menos sombrío.
Quiere lo que Dios quiere.
Ofrécele en medio de inquietudes y dificultades
el sacrificio de tu alma sencilla que, pese a todo,
acepta los designios de su providencia.
Poco importa que te consideres un frustrado
si Dios te considera plenamente realizado; a su gusto.
Piérdete confiado ciegamente en ese Dios que te quiere para sí
y que llegará hasta ti, aunque jamás le veas.
Piensa que estás en sus manos, tanto más fuertemente cogido,
cuanto más decaído y triste te encuentres.
Vive feliz. Te lo suplico. Vive en paz. Que nada te altere.
Que nada sea capaz de quitarte tu paz.
Ni la fatiga psíquica. Ni tus fallos morales.
Haz que brote, y conserva siempre sobre tu rostro
una dulce sonrisa, reflejo de la que el Señor continuamente te dirige.
Y en el fondo de tu alma coloca, antes que nada,
como fuente de energía y criterio de verdad,
todo aquello que te llene de la paz de Dios.
Recuerda: cuanto te reprima e inquiete es falso.
Te lo aseguro en nombre de las leyes de la vida
y de las promesas de Dios.
Por eso, cuando te sientas apesadumbrado, triste, adora y confía...
Teillard de Chardin
5 de março de 2017
7/100
As aves do céu que cantam a curiosidade do amanhã depois do seis. O que as move? o que desejam? O que esperam do útero onde habitam? Esteve um dia de tons cinza, aparentemente desinspirador. O mais fácil seria parar. Perder o fio à meada para deixar escapar os tons cinza por entre as mãos que desejam apenas dias. Sejam de que tons forem. O mais fácil seria parar, mas a consistência leva algum lado como advoga a Elizabeth Gilbert. A curiosidade de continuar. Há alguma coisa que te mova? Alguma por mais pequena e ínfima que seja? O que te move por mais pequeno e ínfimo que seja?
4 de março de 2017
6/100
No coração. O que eu meu é meu, o que é teu, é teu. Algo que se não disseste por estas palavras seria este o significado. Reconhecer o que posso, o que não posso, o que é teu. Vieste abraçar-me, dar-me beijinhos e as ideias esvoaçaram. Pufffff Não escreverei mais nada de jeito, não sei juntar letras, para formar palavras que levem a frases, que preferencialmente façam sentido. As sinapses fizeram pausa. Há um lugar, um jardim fantástico, lindo, onde plantei uma lagoa onde os nenufares nascem na primavera. Agora a agua refresca as árvores de troncos vestidos de liquens e musgo, heras e flores, mas de braços nús que não abrigam as aves do céu. A simplicidade tem morada no deserto. A alegria, a paz e a tristeza têm morada na autenticidade. No silêncio hão-de ecoar gritos e cantos. A noite também serve para louvar. Haverá desejo para tal? Onde estão as brasas sacudidas entre os troncos que aquecem as mãos gretadas e os pés cobertos de geada? Quem nos resgata do frio do granito e do mármore? O regaço que aninha as aves do céu.
3 de março de 2017
5/100
Afinal, há água. O desejo latente, que emerge em estado de quase afogamento, estabiliza a respiração, leva algum vigor aos membros ainda não podados. Àqueles que erguem os braços ao espaço infinito, onde as estrelas cantam e os cometas dançam, umas vez tropeçam e desfazem-se beijando o útero que nos protege. Afinal, as palavras ainda que pobres e pequenas servem para desenhar desejos latentes no coração.
2 de março de 2017
4/100
Do habitar a ausência e a ausência que habita. As portas que se abrem, as que fecham e as que hesitantemente se deixam entre-abertas. Assim nem escancaradas como as pinturas florais da Georgia O'Keefe, nem fechadas como lapas nas rochas lambidas pelo mar. O paradoxo do deserto inspirador da O'Keefe, das montanhas nuas, dos solos pobres, dos luares atravessados por uivos de coiotes. E sem querer, a ausência dá de beber. Afinal, há água!
1 de março de 2017
3/100
Começar. Só pelo prazer de começar. Ou re-começar só pelo prazer de re-começar. Ver onde vão dar os caminhos não traçados, re-descobrir a ternura dos caminhos já conhecidos. Re-conhecer a rotina, re-dimensioná-la ao prazer da descoberta. Desejo, será que há desejo do prazer de começar? Ou desejo do prazer de re-começar? O prazer e o desejo como motores dos ensaios. Toujours. Abençoados prazer e desejo, desejo e prazer que conduzem à benção do nada. Vazio. Do nicles. Da ausência. Et voilá, já cá faltavas tu!
28 de fevereiro de 2017
2/100
Ensaios. Todos necessários ou os possíveis para melhorar, explorar os veios da criatividade em pedaços de granito. Polir, polir, polir até ao dia da abertura, o dia da exposição, o dia final, o dia do expoente do que vem de dentro e do que vem de fora. Há-de vir e há-de ir. Como o mar que vai moendo a falésia em pedaços finos que escaldam os pés. Ensaios. Até ao juízo final.
27 de fevereiro de 2017
1/100
Parece-me muito. Demasiado, mas, por isso, tentador.
Para ganhar balanço. Sem filtros, vá o mínimo, e deixar a vela ganhar ânimo.
Dez minutos por dia, em português, para perder em letras, que somam palavras e com sorte frases conexas. Tão conexas como os valados à moda antiga, que os novos são demasiado calatravianos para o meu gosto, que circundam as encostas do Douro e não tardam a acordar da hibernação aparente em que se encontram. Faltam 99, ou faltará apenas um?
Para ganhar balanço. Sem filtros, vá o mínimo, e deixar a vela ganhar ânimo.
Dez minutos por dia, em português, para perder em letras, que somam palavras e com sorte frases conexas. Tão conexas como os valados à moda antiga, que os novos são demasiado calatravianos para o meu gosto, que circundam as encostas do Douro e não tardam a acordar da hibernação aparente em que se encontram. Faltam 99, ou faltará apenas um?
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