7 de março de 2017
9/100
A beleza é leve. Por que é a beleza leve? É o encantamento que torna leve a beleza. Como escrever sem cair em formas comuns? A paixão terá o seu lado dramático, cinza, de mares embravecidos ao lado da calmaria de lagos dominados. O encantamento move, o desejo move, o prazer move com um ritmo, uma melodia, um compasso diferente da pulsional paixão. A curiosidade do encantamento que aquece, que dá luz e vista, que pacifica com voz segura os ventos que trazem vozes diabólicas e agitam as águas. O azul dos quadros de Cargaleiro, que apesar de dominante, não pesa e afunda mas sobreleva os tons do caldo criacional.
6 de março de 2017
8/100
O que as move? O encantamento move. En-canta-mento. Como um sopro que veio do tempo, que chegou novamente ao meu regaço, em folhas a amarelecer. A doçura do sopro, do canto dos lábios que embalam, do espaço e do tempo que se amarrotam e se desfazem no hoje. A alegria de reler palavras fundas, que o caruncho não estraga e onde o bolor não entra. A surpresa dos caminhos não traçados, o abraço inesperado das palavras de Chardin.
***
No te inquietes por las dificultades de la vida,
por sus altibajos, por sus decepciones,
por su porvenir más o menos sombrío.
Quiere lo que Dios quiere.
Ofrécele en medio de inquietudes y dificultades
el sacrificio de tu alma sencilla que, pese a todo,
acepta los designios de su providencia.
Poco importa que te consideres un frustrado
si Dios te considera plenamente realizado; a su gusto.
Piérdete confiado ciegamente en ese Dios que te quiere para sí
y que llegará hasta ti, aunque jamás le veas.
Piensa que estás en sus manos, tanto más fuertemente cogido,
cuanto más decaído y triste te encuentres.
Vive feliz. Te lo suplico. Vive en paz. Que nada te altere.
Que nada sea capaz de quitarte tu paz.
Ni la fatiga psíquica. Ni tus fallos morales.
Haz que brote, y conserva siempre sobre tu rostro
una dulce sonrisa, reflejo de la que el Señor continuamente te dirige.
Y en el fondo de tu alma coloca, antes que nada,
como fuente de energía y criterio de verdad,
todo aquello que te llene de la paz de Dios.
Recuerda: cuanto te reprima e inquiete es falso.
Te lo aseguro en nombre de las leyes de la vida
y de las promesas de Dios.
Por eso, cuando te sientas apesadumbrado, triste, adora y confía...
Teillard de Chardin
***
No te inquietes por las dificultades de la vida,
por sus altibajos, por sus decepciones,
por su porvenir más o menos sombrío.
Quiere lo que Dios quiere.
Ofrécele en medio de inquietudes y dificultades
el sacrificio de tu alma sencilla que, pese a todo,
acepta los designios de su providencia.
Poco importa que te consideres un frustrado
si Dios te considera plenamente realizado; a su gusto.
Piérdete confiado ciegamente en ese Dios que te quiere para sí
y que llegará hasta ti, aunque jamás le veas.
Piensa que estás en sus manos, tanto más fuertemente cogido,
cuanto más decaído y triste te encuentres.
Vive feliz. Te lo suplico. Vive en paz. Que nada te altere.
Que nada sea capaz de quitarte tu paz.
Ni la fatiga psíquica. Ni tus fallos morales.
Haz que brote, y conserva siempre sobre tu rostro
una dulce sonrisa, reflejo de la que el Señor continuamente te dirige.
Y en el fondo de tu alma coloca, antes que nada,
como fuente de energía y criterio de verdad,
todo aquello que te llene de la paz de Dios.
Recuerda: cuanto te reprima e inquiete es falso.
Te lo aseguro en nombre de las leyes de la vida
y de las promesas de Dios.
Por eso, cuando te sientas apesadumbrado, triste, adora y confía...
Teillard de Chardin
5 de março de 2017
7/100
As aves do céu que cantam a curiosidade do amanhã depois do seis. O que as move? o que desejam? O que esperam do útero onde habitam? Esteve um dia de tons cinza, aparentemente desinspirador. O mais fácil seria parar. Perder o fio à meada para deixar escapar os tons cinza por entre as mãos que desejam apenas dias. Sejam de que tons forem. O mais fácil seria parar, mas a consistência leva algum lado como advoga a Elizabeth Gilbert. A curiosidade de continuar. Há alguma coisa que te mova? Alguma por mais pequena e ínfima que seja? O que te move por mais pequeno e ínfimo que seja?
4 de março de 2017
6/100
No coração. O que eu meu é meu, o que é teu, é teu. Algo que se não disseste por estas palavras seria este o significado. Reconhecer o que posso, o que não posso, o que é teu. Vieste abraçar-me, dar-me beijinhos e as ideias esvoaçaram. Pufffff Não escreverei mais nada de jeito, não sei juntar letras, para formar palavras que levem a frases, que preferencialmente façam sentido. As sinapses fizeram pausa. Há um lugar, um jardim fantástico, lindo, onde plantei uma lagoa onde os nenufares nascem na primavera. Agora a agua refresca as árvores de troncos vestidos de liquens e musgo, heras e flores, mas de braços nús que não abrigam as aves do céu. A simplicidade tem morada no deserto. A alegria, a paz e a tristeza têm morada na autenticidade. No silêncio hão-de ecoar gritos e cantos. A noite também serve para louvar. Haverá desejo para tal? Onde estão as brasas sacudidas entre os troncos que aquecem as mãos gretadas e os pés cobertos de geada? Quem nos resgata do frio do granito e do mármore? O regaço que aninha as aves do céu.
3 de março de 2017
5/100
Afinal, há água. O desejo latente, que emerge em estado de quase afogamento, estabiliza a respiração, leva algum vigor aos membros ainda não podados. Àqueles que erguem os braços ao espaço infinito, onde as estrelas cantam e os cometas dançam, umas vez tropeçam e desfazem-se beijando o útero que nos protege. Afinal, as palavras ainda que pobres e pequenas servem para desenhar desejos latentes no coração.
2 de março de 2017
4/100
Do habitar a ausência e a ausência que habita. As portas que se abrem, as que fecham e as que hesitantemente se deixam entre-abertas. Assim nem escancaradas como as pinturas florais da Georgia O'Keefe, nem fechadas como lapas nas rochas lambidas pelo mar. O paradoxo do deserto inspirador da O'Keefe, das montanhas nuas, dos solos pobres, dos luares atravessados por uivos de coiotes. E sem querer, a ausência dá de beber. Afinal, há água!
1 de março de 2017
3/100
Começar. Só pelo prazer de começar. Ou re-começar só pelo prazer de re-começar. Ver onde vão dar os caminhos não traçados, re-descobrir a ternura dos caminhos já conhecidos. Re-conhecer a rotina, re-dimensioná-la ao prazer da descoberta. Desejo, será que há desejo do prazer de começar? Ou desejo do prazer de re-começar? O prazer e o desejo como motores dos ensaios. Toujours. Abençoados prazer e desejo, desejo e prazer que conduzem à benção do nada. Vazio. Do nicles. Da ausência. Et voilá, já cá faltavas tu!
28 de fevereiro de 2017
2/100
Ensaios. Todos necessários ou os possíveis para melhorar, explorar os veios da criatividade em pedaços de granito. Polir, polir, polir até ao dia da abertura, o dia da exposição, o dia final, o dia do expoente do que vem de dentro e do que vem de fora. Há-de vir e há-de ir. Como o mar que vai moendo a falésia em pedaços finos que escaldam os pés. Ensaios. Até ao juízo final.
27 de fevereiro de 2017
1/100
Parece-me muito. Demasiado, mas, por isso, tentador.
Para ganhar balanço. Sem filtros, vá o mínimo, e deixar a vela ganhar ânimo.
Dez minutos por dia, em português, para perder em letras, que somam palavras e com sorte frases conexas. Tão conexas como os valados à moda antiga, que os novos são demasiado calatravianos para o meu gosto, que circundam as encostas do Douro e não tardam a acordar da hibernação aparente em que se encontram. Faltam 99, ou faltará apenas um?
Para ganhar balanço. Sem filtros, vá o mínimo, e deixar a vela ganhar ânimo.
Dez minutos por dia, em português, para perder em letras, que somam palavras e com sorte frases conexas. Tão conexas como os valados à moda antiga, que os novos são demasiado calatravianos para o meu gosto, que circundam as encostas do Douro e não tardam a acordar da hibernação aparente em que se encontram. Faltam 99, ou faltará apenas um?
23 de dezembro de 2016
Outro digno de não esquecer...
Um Histrião caminhava pela estrada e viu um monge que vivia numa cela. Então o histrião começou a rezar pelo ancião.: "Deus tenha piedade deste homem pobre e humilde". Com efeito, ele não sabia quem era. E quando voltou a passar de novo junto do monge, voltou a rezar e o ancião saudou-o. E o ancião costumava dizer àqueles que vinham até eles: "Que o Senhor os proteja; por causa de nós, pecadores, irão receber grandes recomepnsas".
Arm, II, 373(57)B
Ditos e feitos dos padres do deserto, Assírio e Alvim Lisboa, 2003
Um Histrião caminhava pela estrada e viu um monge que vivia numa cela. Então o histrião começou a rezar pelo ancião.: "Deus tenha piedade deste homem pobre e humilde". Com efeito, ele não sabia quem era. E quando voltou a passar de novo junto do monge, voltou a rezar e o ancião saudou-o. E o ancião costumava dizer àqueles que vinham até eles: "Que o Senhor os proteja; por causa de nós, pecadores, irão receber grandes recomepnsas".
Arm, II, 373(57)B
Ditos e feitos dos padres do deserto, Assírio e Alvim Lisboa, 2003
21 de dezembro de 2016
diante da vida
só o amor reúne
só o amor relembra a fonte
só o desejo inflama
só o desejo reza
secaram-nos os olhos
incendiados de imagens
mirrou-se o coração
que o fantasma da Moral habita
imunizou-nos o rito
de tanto o repetirmos
introduz-nos o Amor que ressuscita
nos átrios da vida invisível da carne
em que se revela a vida do amor na morte
no rio da graça entremos
a lavar os sentimentos e os olhos
só na história e na carne Deus se encontra
só na carne viva se manifesta o espírito
toque-nos a palavra
que nos faz viver com os outros e morrer por Deus
diante da Vida morte, vivamos
ressuscitados, perdoados
José Augusto Mourão
só o amor reúne
só o amor relembra a fonte
só o desejo inflama
só o desejo reza
secaram-nos os olhos
incendiados de imagens
mirrou-se o coração
que o fantasma da Moral habita
imunizou-nos o rito
de tanto o repetirmos
introduz-nos o Amor que ressuscita
nos átrios da vida invisível da carne
em que se revela a vida do amor na morte
no rio da graça entremos
a lavar os sentimentos e os olhos
só na história e na carne Deus se encontra
só na carne viva se manifesta o espírito
toque-nos a palavra
que nos faz viver com os outros e morrer por Deus
diante da Vida morte, vivamos
ressuscitados, perdoados
José Augusto Mourão
19 de dezembro de 2016
Um dos meus preferidos...
"Dois anciãos viveram juntos durante muitos anos e nunca discutiram entre si. E um disse ao outro: "E se discutíssemos ao menos uma vez, como fazem os outros?". E o irmão respondeu: "Não sei como fazer". Então o outro disse: "Vou colocar uma pedra entre nós e digo: É minha", e tu deves dizer: "Não, é minha!" É assim que começa uma disputa". E colocaram um seixo entre os dois. Um deles disse. "É meu". Disse o outro: "Não, é meu". O primeiro respondeu: "Tens razão, é teu. Pega nele e vai-te embora". E deste modo se separaram sem conseguirem discutir."
Ditos e feitos dos padres do deserto, Assírio e Alvim, Lisboa 2003
"Dois anciãos viveram juntos durante muitos anos e nunca discutiram entre si. E um disse ao outro: "E se discutíssemos ao menos uma vez, como fazem os outros?". E o irmão respondeu: "Não sei como fazer". Então o outro disse: "Vou colocar uma pedra entre nós e digo: É minha", e tu deves dizer: "Não, é minha!" É assim que começa uma disputa". E colocaram um seixo entre os dois. Um deles disse. "É meu". Disse o outro: "Não, é meu". O primeiro respondeu: "Tens razão, é teu. Pega nele e vai-te embora". E deste modo se separaram sem conseguirem discutir."
Ditos e feitos dos padres do deserto, Assírio e Alvim, Lisboa 2003
12 de dezembro de 2016
Deus das fronteiras da nossa idade,
dos rios que passam cumprindo
o seu destino de passar,
dá à nossa vida o teu braço verde
para o tempo das viagens que acabam
e dos caminhos que começam cada dia
dá o dom da doçura à nossa vida,
o conhecimento e o gosto das lágrimas
que melhor acolham a primavera
e o que a precede,
Deus como a aurora em cada idade,
Deus do louvor antigo e novo,
do que continua e se perde e se cumpre,
na alegria da água,
das planícies brancas do silêncio e da coragem,
Deus que invocamos nesta festa de irmãos hoje
e que estás em tudo
como a primavera está no nosso inverno
e tu rm Jesus Cristo e no Espírito que renova tudo.
José Augusto Mourão
dos rios que passam cumprindo
o seu destino de passar,
dá à nossa vida o teu braço verde
para o tempo das viagens que acabam
e dos caminhos que começam cada dia
dá o dom da doçura à nossa vida,
o conhecimento e o gosto das lágrimas
que melhor acolham a primavera
e o que a precede,
Deus como a aurora em cada idade,
Deus do louvor antigo e novo,
do que continua e se perde e se cumpre,
na alegria da água,
das planícies brancas do silêncio e da coragem,
Deus que invocamos nesta festa de irmãos hoje
e que estás em tudo
como a primavera está no nosso inverno
e tu rm Jesus Cristo e no Espírito que renova tudo.
José Augusto Mourão
11 de dezembro de 2016

"Derramai, ó céus, lá das alturas o
orvalho,
e que as nuvens façam chover o
Justo.
Abra-se a terra para que floresça
a salvação,
e germine igualmente a justiça.
Eu sou o Senhor, que criou tudo
isto."
Is, 45-8
e que o teu enamoramento
cujas asas aninham desde
o Oriente ao Ocidente
continue assim
com a frescura de uma manhã de salvação.
22.12.2012
7 de dezembro de 2016
E pedimos que nos mostres o nosso lugar em Ti,
que nos mostres o Teu rosto,
que nos guies.
Que nos guies pelos desertos
até ao poço
até ao pão de cada dia.
E chamamos-te Luz
e dizemos que somos teus filhos,
da Luz que nos guia.
Que nos guia pelas florestas escuras
e ajuda a rolar a pedra
até escutarmos o Nome envolvido na benção da paz.
12.2016
que nos mostres o Teu rosto,
que nos guies.
Que nos guies pelos desertos
até ao poço
até ao pão de cada dia.
E chamamos-te Luz
e dizemos que somos teus filhos,
da Luz que nos guia.
Que nos guia pelas florestas escuras
e ajuda a rolar a pedra
até escutarmos o Nome envolvido na benção da paz.
12.2016
18 de novembro de 2016
Quando se abrem livros de poesia é preciso esperar de tudo, mas ainda há inesperados!
Diz Adélia Prado
"É preciso ter fé para cortar as unhas,
cuidar dos doentes como bens de empréstimo"...
Para cortar as unhas, pois claro. De forma quase automática recuei muitos anos em memórias e lembrei-me da minha professora de EMRC que dizia que fazia voluntariado num hospital a cortar as unhas aos doentes. "É preciso ter fé para cortar as unhas", pois claro!
Diz Adélia Prado
"É preciso ter fé para cortar as unhas,
cuidar dos doentes como bens de empréstimo"...
Para cortar as unhas, pois claro. De forma quase automática recuei muitos anos em memórias e lembrei-me da minha professora de EMRC que dizia que fazia voluntariado num hospital a cortar as unhas aos doentes. "É preciso ter fé para cortar as unhas", pois claro!
11 de novembro de 2016
Speechless..
https://www.youtube.com/watch?v=WCtoVoE5Mm4
Show me the place, where you want your slave to go
Show me the place, I've forgotten I don't know
Show me the place where my head is bend and low
Show me the place, where you want your slave to go
Show me the place, I've forgotten I don't know
Show me the place where my head is bend and low
Show me the place, where you want your slave to go
Show me the place, help me roll away the stone
Show me the place, I can't move this thing alone
Show me the place where the word became a man
Show me the place where the suffering began
Show me the place, I can't move this thing alone
Show me the place where the word became a man
Show me the place where the suffering began
The troubles came, I saved what I could save
A shred of light, a particle away
But there were chains so I hastened to the hay
There were chains, so I loved you
Like a spade
A shred of light, a particle away
But there were chains so I hastened to the hay
There were chains, so I loved you
Like a spade
Show me the place, where you want your slave to go
Show me the place, I've forgotten I don't know
Show me the place, where you want your slave to go
Show me the place, I've forgotten I don't know
Show me the place, where you want your slave to go
The troubles came, I saved what I could save
A shred of light, a particle away
But there were chains so I hastened to the hay
There were chains so I loved you like a slave
A shred of light, a particle away
But there were chains so I hastened to the hay
There were chains so I loved you like a slave
Show me the place
Show me the place
Show me the place
Show me the place
Show me the place
Show me the place, help me roll away the stone
Show me the place, I can't move this thing alone
Show me the place, where the word became a man
Show me the place, where the suffering began
Show me the place, I can't move this thing alone
Show me the place, where the word became a man
Show me the place, where the suffering began
Songwriters: Leonard Cohen / Patrick Leonard
3 de novembro de 2016
Escrever é a afirmação da ausência e a negação da solidão. Não escrevo só.
Não posso dizer o que pensas, mas posso escrever a minha, a nossa ausência. De alguma forma a afirmação da ausência é radicalmente a afirmação da tua presença. Senão estivesses ausente não estarias presente desta imensa forma em tantas penas que te escreveram, em tantos pincéis que te esbateram, em tantas pautas de música que ousaram cantar as entranhas do coração. O coração. Onde habitas, onde tu dizes que habitas. Esta imensa presença que se adensa até à dor insuportável, quando a ausência se torna visível.
E a solidão? - perguntas-me. A solidão, a certeza que a escrita vital nasce não de duas mãos, mas das mãos que partem o pão, que continuam a partir o pão. A solidão como caminho? Como estado? Como forma de vida? Não o isolamento, mas a solidão que contempla as entranhas do coração.
Passou-me o sono. Tenho que dormir.
Novamente, amo-te.
5 Setembro 2016
Não posso dizer o que pensas, mas posso escrever a minha, a nossa ausência. De alguma forma a afirmação da ausência é radicalmente a afirmação da tua presença. Senão estivesses ausente não estarias presente desta imensa forma em tantas penas que te escreveram, em tantos pincéis que te esbateram, em tantas pautas de música que ousaram cantar as entranhas do coração. O coração. Onde habitas, onde tu dizes que habitas. Esta imensa presença que se adensa até à dor insuportável, quando a ausência se torna visível.
E a solidão? - perguntas-me. A solidão, a certeza que a escrita vital nasce não de duas mãos, mas das mãos que partem o pão, que continuam a partir o pão. A solidão como caminho? Como estado? Como forma de vida? Não o isolamento, mas a solidão que contempla as entranhas do coração.
Passou-me o sono. Tenho que dormir.
Novamente, amo-te.
5 Setembro 2016
2 de novembro de 2016
Descobri que há imensos posts que não estão etiquetados, apenas soltos.
Deixo-os os soltos ou estruturo?
10 anos, acho que merecem a pena fazer um pequeno esforço de etiquetar.
Faço falafel com molho de iogurte ou com queijo feta?
Esta pasta cremosa de mozarella, amêndoas, manjericão, vinagre balsâmico, azeite e tomate seco está verdadeiramente de deixar apetite para voltar a repetir.
Estruturo ou não?
"Whatever you think, think the opposite" dizes tu Arden.
Whatever...
Deixo-os os soltos ou estruturo?
10 anos, acho que merecem a pena fazer um pequeno esforço de etiquetar.
Faço falafel com molho de iogurte ou com queijo feta?
Esta pasta cremosa de mozarella, amêndoas, manjericão, vinagre balsâmico, azeite e tomate seco está verdadeiramente de deixar apetite para voltar a repetir.
Estruturo ou não?
"Whatever you think, think the opposite" dizes tu Arden.
Whatever...
Subscrever:
Mensagens (Atom)